segunda-feira, 25 de julho de 2022

se alguma vez

encontrasse no que escrevo

as exactìssimas palavras

que dissessem tudo aquilo

que sinto por ti deixaria a minha 

esferográfica repousar eternamente

e ensinaria a ser aborígene atè a hora

em que sem pisar a terra subiríamos


num balão viríamos os ninhos dos cucos

là do alto e acariciávamos o céu nas


fossas abissais   dos oceanos abertas

que estariam para nos acolher em sossego
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego