adivinha a vida prende - se outro
olhar olhar de criatura o espaço
se converte na moldura o tempo
incide incerto sem medida as mãos
ficam presas os dedos espreitados
lembram garras da ave rapina quando
agarra da carne de outras aves indefesas
a pele encontra a pele e se arrepia oprime
o peito o rosto o outro rosto desafia na carne
entrando na carne se consome suspira
o corpo todo e desfalece e triste volta
a si com sede e fome

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