terça-feira, 31 de maio de 2022

luz

a força que há na luz não a sua ausência

pode ser a origem mais secreta do escuro

em que nos afundamos de repente por

excesso de luz eis que estou cego por

excesso de amor eu não entendo

 o farfalhar macio a crua seda

aquilo que nos move  e que ultrapassa

todo o limite de tudo o que sabemos

por excesso de dor eu me humanizo

eu me faço pequeno e real nos tornamos


serenos silenciosos tão reais e inocentes

e macios que essa luz que não vemos


è demais mesmo ser è um excesso


em que criamos
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego