terça-feira, 31 de maio de 2022

Pergunta - me

pergunta - me se ainda ès o meu fogo se acendes

ainda o minuto de cinzas se despertas a ave magoada

que se queda na árvore do meu sangue pergunta - me se o vento

 não traz nada  se o vento tudo arrasta se na quietude do lago

repousam a fùria e o tropel de mil cavalos pergunta - me se te

voltei a encontrar de todas as vezes que me detive junto das

pontes enevoadas e eras tu quem eu via na infinita dispersão

do meu ser eras tu que reunias pedaços dos meus poemas

reconstituindo a folha rasgada na minha mão descrente

qualquer coisa pergunta - me qualquer coisa uma tolice um


 mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba

que queres ainda saber para  que mesmo sem te 


responder  saibas o que quero dizer
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego