ainda o minuto de cinzas se despertas a ave magoada
que se queda na árvore do meu sangue pergunta - me se o vento
não traz nada se o vento tudo arrasta se na quietude do lago
repousam a fùria e o tropel de mil cavalos pergunta - me se te
voltei a encontrar de todas as vezes que me detive junto das
pontes enevoadas e eras tu quem eu via na infinita dispersão
do meu ser eras tu que reunias pedaços dos meus poemas
reconstituindo a folha rasgada na minha mão descrente
qualquer coisa pergunta - me qualquer coisa uma tolice um
mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba
que queres ainda saber para que mesmo sem te
responder saibas o que quero dizer

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