quarta-feira, 29 de junho de 2022

adolescentes

exaustos mudos sempre que os vejo

nos bancos tristes que há na cidade

sob em mim próprio como um desejo

ou um remorso da mocidade e atè a

brisa perfidamente lhes roça os lábios

pelos cabelos quando a cidade na sua

frente rindo e correndo finge esquece - los !


eles no entanto sentem - se na bela

( deram - lhe sangue pranto e suor )


quanto mais tarde se vingam

dela por tudo o que hoje sabem


de cor !


e essas paragens nos bancos tristes

( aquela estranha meditação ! )


traz - lhes meu Deus  sò porque existes

a garantia do teu perdão !

 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego