domingo, 5 de junho de 2022

bebido

bebido o luar èbrios de horizontes

julgamos que viver era abraçar os

pinhais a azul dos montes e todos

os jardins verdes do mar

mais solitários somos e passamos

não são os nossos frutos nem as flores

o céu o mar apagam - se exteriores e

tornam - se os fantasmas que sonhamos

porquê jardins que não colheremos límpidas

nas auroras a nascer


porquê o céu e o mar  se não seremos nunca os deuses

capazes de o viver


 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego