alheias finalmente as minhas mãos estão cheias
de expectativas e segredos como o negro alvoredos
que baloiçam na noite murmurando no longe por mim
oiço a chamar a voz das coisas que eu sei amar e de novo
caminho para o mar
a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego
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