finalmente solitárias as minhas mãos
estão cheias de expectativas e segredos
como os negros arvoredos que baloiçam
na noite murmurando ao longe por mim
oiço a chamar a voz das coisas que eu sei
amar
a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego
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