lado límpido nu intacto sem defesa
mitológico rosto debruçado na noite
que por ele fica acesa !
se traz os lábios húmidos e lassos
è que a paixão sem mácula ainda
o cega e tatuou na curva de alvos braços
as letras da palavra entrega
acre perfume o dessa flor agreste álcool azul
o desse vinho
de um lado o corpo do outro lado o veste
como luar deitado no caminho em frente
há um pinheiro cismador o rio corre vagaroso
ao fundo nesta estrada ninguém passa ai !
tanto amor sem culpa ! as dos poetas deste mundo !

Sem comentários:
Enviar um comentário