domingo, 26 de junho de 2022

nada fica de nada

nada somos um pouco ao sol

e ao ar nos atrasamos da irrespirável

treva que nos pese da humilde terra

imposta cadáveres adiados que procriam

leis feitas estátuas vistas ondas findas tudo

tem cova se nòs carne o que um íntimo sol

dà sangue temos poente porque não elas ?

somos contos contado contos nada
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego