domingo, 26 de junho de 2022

não sò o vinho

mas nele o olvido deito na taça

serei ledo porque a dita è ignara

quem lembrando ou prevendo

sorrira ?

dos brutos não a vida

senão a alma

consigamos pensando recolhidos


no impalpàvel destino

que não espera nem lembra


com mãos mortal elevo à mortal boca

em frágil taça o passageiro vinho


baços os olhos feitos para deixar de ver
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego