solta num grito cor - de - rosa
e a minha lìngua sorve e canta
e os meus dentes mordem derramando
a seiva da tua primavera sem palavras
o poema inquieto e livre que a tua boca
oferece à minha boca
a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego
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