nunca os vistes sentados nos cafés
que há na cidade um livro aberto
sobre a mesa e tristes incógnitos
sem oiro e sem idade ?
com magros dedos coroados a fronte
sugerem o nostálgico sentindo de quem
rasgasse um pouco de horizonte
proibido ...
fingem de reis da Terra e do Oceano
( e filhos são legítimos do vício ! )
tudo o que neles nos pareça humano
è fogo de artificio
por vezes fecham - lhe as portas
ódio que nada se resume
voltam depois a horas mortas
sem um queixume e mostram
sempre novos laivos de poesia em seu olhar
adolescentes ! afastai-vos quando algum deles
vos fitar !

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