quarta-feira, 1 de junho de 2022

quando eu não te tinha

quando eu não te tinha amava a natureza

como um monge calmo a Cristo

agora amo a natureza com um monge

calmo à virgem Maria religiosamente

a meu modo como dantes mais de outra 

maneira mais comovida e próximo

vejo melhor os rios quando vou contigo

pelos campos atè à beira  dos rios sentado 

ao teu lado respirando as nuvens reparo nelas

 melhor tu não me tiraste a natureza ... trouxeste -


me a natureza para o pè de mim por tu existires

vejo - me melhor mas a mesma por tu me amares


amo - a do mesmo modo mas mais por tu me escolheres

para te ter e te amar os meus olhos fitaram - na mais

demoradamente sobre todas as coisas não me arrependo

do que fui outrora porque ainda sou
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego