aos antigos canteiros onde há rosas
em nòs o ouvido quase e quase o
olhar buscam nas cores vozes misteriosas
mas o mistério è flor da juventude não rima
com poemas desumanos a idade a nossa idade !
nunca ilude sò uma vez è que se tem vinte anos
quebramos todos os espelhos e o sol que neles
està hoje posto já não reflecte os lábios tão vermelhos
que nos iluminam sempre o rosto
realidade ? há uma apenas esta !
somos espectros na cidade em festa

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