domingo, 26 de junho de 2022

sábio è o que se

contenta com o espectáculo do mundo

e ao beber nem se recorda que já bebeu

na vida para quem tudo è novo a imarcescìvel 

sempre coroem - no pâmpanos ou heras ou rosas

voláteis ele sabe que a vida passa por ele e tanto

corta à flor como a ele àntropos  a tesoura mas ele

sabe que a cor do vinho esconde isto que o seu sabor

ogìaco  apague o gosto às horas como a voz chorando

o passar das bacantes e ele espera contente quase o

bebedor tranquilo e apenas desejando num desejo


mal tido que abominável onda

ou não molhe tão cedo

 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego