sinto um vago receio
prematuro vou a medo
na aresta do futuro embebido
em saudades do presente
saudades desta dor que em vão
procuro do peito afugentar bem
rudemente devendo a desmaiar
sobre o poente cobrir o coração
de um vèu escuro !
porquê a dor esta falta de harmonia
toda a luz desgrenhada que alumia
as almas doida-mente o céu de agora
sem ela o coração è quase nada
um sol onde expirasse a madrugada
porque sò è madrugada quando chora !

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