quinta-feira, 30 de junho de 2022

trago o universo

 ele próprio isto sinto

isto escrevo perfeitamente

sabedor e sem que não veja

que são cinco horas do amanhecer

e que o sol que anda não mostrou

a cabeça por cima do mouro 

 do horizonte ainda assim já se

lhe vêem as pontas dos dedos

agarrando o cimo do muro

do horizonte cheio de montes


baixos 
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego