quarta-feira, 22 de junho de 2022

vem sentar - te

comigo à beira rio sossegadamente

fitemos o seu curso e aprendamos

que a vida passa e não estamos de

mãos enlaçadas enlacemos as mãos

depois pensemos crianças adultos

que a vida passa e não fica nada

deixa e nunca regressa vai para


um mar muito longe ao pè do fado

mais longe que os deuses


desenlacemos as mãos porque não vale a pena

cansar - mo - nos quer gozemos quer não gozemos


passamos como o rio mais vale saber saber passar

silenciosamente e sem grandes desassossego
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego