quarta-feira, 22 de junho de 2022

violoncelo

arcadas do violoncelo !

convulsionadas pontes aladas

do pesadelo ...

de esvoaçavam brancos os arcos

por baixo passam despedaçam

no rio os barcos

fundas soluçam caudais de choro ...

que ruínas ( oiçam ! )

se se debruçam que sorvedouro ! ...

trémulos astros soidões lacustres


lemes e mastros ... e os alabastros dos balàustros !

urnas quebradas !

bloco de gelo ...

chorai arcadas despedaçadas do violoncelo
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego