segunda-feira, 4 de julho de 2022

a vida

passa como se  temêssemos

deixemos a ciência que não

 põe mais flores de que a flora

dos campos nem dà Apolo ao carro

outro curso que Apolo contemplação

estéril e longínqua das coisas próximas

deixemos que ela olhe atè ver nada com

seus cansados olhos vê como Ceres è a

mesma sempre e com os louros campo

intumesce e os cala para avenas  dos sagrados


 Pã vê como seu jeito sempre antigo aprendido

na Orige azul dos céus as ninfas não sossegam


na sua dança eterna


 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego