quinta-feira, 21 de julho de 2022

acendes na aurora

à nossa lâmpada  marinha

a crisália rompe o  milenário

cárcere

sopro fino de vento a rigor

levando a areia ao rosto hirto

um desenho húmido no olhar

um dedo apontado ao mito

a beleza do silêncio no grito

cada ilha um livro

um filho parido por hábil 


febre a mar

dedo de marfim por escrito


passo màgoa barco

a pele tecida


a mão ao leme

caricia forte


o instante para a revolução de dar nome

a um coral e esperar céu aberto ao chão !

 

 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego