a crisália rompe o milenário
cárcere
sopro fino de vento a rigor
levando a areia ao rosto hirto
um desenho húmido no olhar
um dedo apontado ao mito
a beleza do silêncio no grito
cada ilha um livro
um filho parido por hábil
febre a mar
dedo de marfim por escrito
passo màgoa barco
a pele tecida
a mão ao leme
caricia forte
o instante para a revolução de dar nome
a um coral e esperar céu aberto ao chão !

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