quarta-feira, 6 de julho de 2022

desligados os dedos

dos circuitos funestos das mentiras

alheias finalmente solitárias as minhas

mãos estão cheias de expectativas e de

segredos como os negros arvoredos

que baloiçam na noite a murmurar

ao longe por mim oiço a chamar a voz

das coisas que eu sei amar e de novo

 caminho para o mar
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego