quinta-feira, 21 de julho de 2022

Despe

teu pudor com a camisa

e deixa a alada louca sem

memória uma nudez nascida

para glória sofrer de meu olhar

que te heroìza tudo o que o teu

corpo tem

não te humaniza uma cegueira

fácil de Vitória e como a perfeição

não tem história

são leves teus enredos constantes


vagarosos

combinado um anjo em ti opõe à luta

e luto e tombo como um sol abandonado


enquanto o amor se esvaia

a paz se eleva


teus pès roçando nos meus pès

escuto o respirar da noite que te leva
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego