terça-feira, 12 de julho de 2022

elas são vaporosas

pálidas sombras as rosas

nada da hora lunar vêm

aéreas dançar com perfumes

soltos entre os canteiros e os

buxos chora no som dos repuxo

o ritmo que há nos seus vultos


passam e agitam a brisa pálida

a pompa indecisa da sua flèbil


 demora


paira em auréola à hora

passam no ritmo da sombra


ora è a folha que tomba


ora uma brisa que treme sua leveza solene

e assim vão indo delindo seu perfil único


e lindo seu volto feito de todas alamedas

em rodas no jardim lívido e frio


passam sozinhas a fio como um fumo


indo a rarear pelo ar longínquo e vazio sob o disperso

pelo ar pálido palio lunar


 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego