nada da hora lunar vêm
aéreas dançar com perfumes
soltos entre os canteiros e os
buxos chora no som dos repuxo
o ritmo que há nos seus vultos
passam e agitam a brisa pálida
a pompa indecisa da sua flèbil
demora
paira em auréola à hora
passam no ritmo da sombra
ora è a folha que tomba
ora uma brisa que treme sua leveza solene
e assim vão indo delindo seu perfil único
e lindo seu volto feito de todas alamedas
em rodas no jardim lívido e frio
passam sozinhas a fio como um fumo
indo a rarear pelo ar longínquo e vazio sob o disperso
pelo ar pálido palio lunar
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