terça-feira, 12 de julho de 2022

esqueço - me

das horas transviadas

o outono mora mágoas

nos outeiros e põe um

roxo vago nos ribeiros

hóstia de assombro a alma

e todas estradas



 aconteceu - me esta paisagem fadas de sepulcros

a orgíaco trigueiros os céus da tua face e os derradeiros


tons do poente segredam nas arcadas no claustro sequestrando

a lucidez  um espasmo apagado em ódio à ânsia põe dias de ilhas


vistas do convés no meu cansaço perdido entre os gestos e a cor

do outono è um funeral de apelos pela estrada da minha dissonância

 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego