segunda-feira, 11 de julho de 2022

quando falo no amor

que ousei sentir um dia por ti

esse amor devastado por uma

funesta e ordinária poeira sinto

os músculos de bronze incandescentes

como se de algum modo ele em mim

se encarnasse era no teu seio que eu

dormia e nas tuas mãos pregas amplas 


eu li a majestade de um amor sacrificado e nas 

tuas mãos eu vi o ardente vermelho da liberdade 


inesperada pela unidade viva
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego