e os sonhos idos e os fatais sinais do olvido
ir seguindo na duvida das horas apagadas
pensando que todas as coisas se tornam
amargas para alongarmos mais a via dolorosa
e sempre sempre sempre recordar a fragrância
das horas que passam sem duvidas e sem ânsias
e que deixamos longe na estéril errância serà
talvez um pouco mais de melancolia mas na certeza
da crise tardia farei uma primavera para ver o meu
coração não me dês o olvido não me dês a ilusão
porque todas as folhas que na terra caíram me
deixaram de ouro aceso o coração
quando chegares amor à minha fonte distante desvia - me
as vertentes aperta - me as entranhas e uma destas tardes
amor de mãos cruéis ajoelhado eu te darei graças

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