segunda-feira, 30 de maio de 2022

nenhuma morte

nenhuma morte apagará os beijos e por dentro das casas

onde nos amamos ou pelas ruas clandestinas da grande

cidade livre estarão sempre vivos os sinais de um grande

amor e da morte com que se vive a vida aì estarão de novo

as nossas mãos e nenhuma dor será possível onde nos beijamos

eternamente apaixonados meu amor eternamente livres

 prolongaremos em todos os dedos os nossos gestos e

 profundamente no peito dos  amantes a nossa alma líquida

atormentada desvendará em cada minuto o seu segredo

para que este amor se prolongue e noutras bocas ardam


violentos de paixão os nossos beijos e os corpos

se abracem mais e se confundam mutuamente
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego