a tua imagem mal e bem amada
sou apenas a forja em que me forço
a fazer das palavras tudo ou nada
a palavra incendiada lambeando
a trave mestre do teu corpo
a palavra ciúme atormentada
a provar que ainda não estou
morto
e as coisas que eu disse ? que não digo
meu terraço de ausência meu castigo meu pântano
de rosas afogadas
por ti me reconheço e contradigo joio e trigo
apenas por ternura
levedadas

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