segunda-feira, 4 de julho de 2022

nenhuma morte

apagará os beijos e por dentro da casa

onde nos amamos ou pelas ruas clandestinas

da grande cidade livre estarão sempre vivos

os sinais de um grande amor esses densos

sinais de amor e da morte com que se vive

a vida aì estarão de novo as nossas mãos

e nenhuma dor será possível onde nos beijamos

eternamente  apaixonados meu amor eternamente

livres prolongaremos em todos os nossos gestos

e profundamente no peito dos amantes a nossa


alma liquida e atormentada desvendará em cada minuto

o seu segredo para que este amor se prolongue noutras


bocas ardam violentas de paixão os nossos beijos e os corpos

se abracem mais e se confundam mutuamente violentando


a noite para que o outro dia afinal seja possível
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego