segunda-feira, 4 de julho de 2022

sem

um filho te apagarás no poente da luz real

ergue - se a Oriente na cabeça e o nosso

olhar vassalo obediente ajoelha ante a visão

que recomeça enquanto sobe sua majestade

 colina do céu a passo de oiro adoramo - lhe

a adulta mocidade que fulge com as chamas

dum tesoiro  ma s quando o carro fatigado

alcança o gume e se despenha pela tarde

desviamos os olhos já sem esperança

no crepúsculo estéril nada arde assim


tu meio dia ainda ardente sem filhos

te apagarás no poente 
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego