segunda-feira, 4 de julho de 2022

o teu riso

tira - me o pão se quiseres o ar

mas não me tires o teu riso

não me tires a rosa a lança 

que desfolha a água de sùbito

brota da tua alegria a repentina

onda de prata que em ti nasce

a minha luta è dura e regresso

de olhos cansados às vezes


por ver que a terra não muda


mas ao entrar o teu sorriso sobe ao céu

a procurar - me e abre - me todas as portas


da vida e na primavera amor quero o teu riso

como a flor que esperava azul a rosa da minha


pàtria sonora


 ri - te da noite do dia

ri - te das ruas tortas da ilha

ri - te deste grosseiro rapaz que te ama

mas quando abro os olhos e os fecho


meu amor nos momentos mais escuros

solta o teu riso e se de sùbito vires o meu


sangue manchar as pedras da rua ri porque

o teu riso será para as minhas mãos como


uma espada fresca a beira do mar no Outono

teu riso deve erguer sua cascata de espuma


quando os meus passos vão quando voltam

meus passos nega - me o pão o ar a luz a


primavera mas nunca o teu riso porque então

morreria
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego