segunda-feira, 4 de julho de 2022

trago ao universo ele pròprio

isto sinto e isto escrevo perfeitamente

sabedor e sem que não veja que são

cinco horas de amanhecer  e que o sol

que ainda não mostrou a cabeça por cima

do muro do horizonte mesmo assim já lhe

vêem as pontas dos dedos agarrando o cimo

do muro do horizonte cheio de montes baixos
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego