segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Manhã

Estou

e num breve instante

sinto tudo

sinto - me tudo

Deito - me no meu corpo

e despeço - me de mim

para me encontrar


no próximo olhar

ausento -me da morte

não quero nada

sou tudo


respiro - me atè à exaustão

nada me alimenta

porque sou feito de todas as coisas

e adormeço onde tombam a luz e a poeira

a vida ( ensinaram - me assim )

deve ser bebida

quando os lábios estiverem já mortos 

Educadamente mortos
 

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Tristeza

a minha tristeza não è a do lavrador sem terra a minha tristeza è a do astrónomo cego